A Estrutura das Pegadinhas

Toda Pegadinha Tem um Alvo ===>

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legoGrande coisa! Você poderá dizer. Quase tudo na vida tem uma estrutura e questões de prova, com ou sem pegadinhas, todas têm sua estrutura! Mas o que realmente importa aqui não é o fato de as questões com pegadinhas terem cada uma a sua própria estrutura e o sim o fato de que essas estruturas são em número limitado, isto é, elas se repetem. O fato dessas estruturas se repetirem, permite que as analisemos e as classifiquemos em determinados tipos. E permite ainda que identifiquemos quais desses tipos aparecem com mais frequência nas provas, em determinado tipo de concurso e até mesmo em determinadas bancas!

Esse estudo estatístico dos tipos de pegadinhas ainda não foi completamente realizado. Mas agora que temos uma taxonomia das pegadinhas as bases para a sua realização estão lançadas.


Como uma questão se transforma em pegadinha

Existem dois tipos de questões em uma prova:

1. questões comuns

2. questões com armadilhas.


Uma questão comum é aquela cuja única finalidade é testar o seu conhecimento sobre alguma coisa bem específica acerca de determinado tópico de uma disciplina qualquer. A questão é construída de tal maneira que ou você sabe a resposta ou não sabe. Se você realmente estudou aquilo e conhece o assunto então você sabe e mata a questão. Se não sabe, ou está em dúvida entre duas ou mais alternativas (no caso de múltipla escolha) ou se em uma questão do tipo (Certo) ou (Errado) não tem certeza de qual escolher, então você terá que decidir se é melhor não responder (às vezes pode até ser o melhor a fazer, principalmente se a prova é daquele tipo em que uma resposta errada anula uma certa) ou se é melhor arriscar um “chute” e nesse caso, dependendo do seu grau de conhecimento ou da intensidade da dúvida é possível chutar de forma inteligente ou se não tiver outro jeito, de modo totalmente aleatório.

Uma questão com pegadinha também procura testar o seu conhecimento, porém ela vai além disso e testa também outras coisas: sua capacidade de perceber pequenos detalhes que não são evidentes à primeira vista, a sua habilidade em compreender uma linguagem deliberadamente confusa, sua tranquilidade e capacidade de não ficar apavorado ou apavorada diante de uma questão que parece desesperadamente complexa e que foi estrategicamente colocada no final da prova e que você sente que vai lhe tomar uma boa parte do pouco tempo que lhe resta para entregar a folha de respostas, a capacidade de avaliar dentre várias afirmações corretas qual a mais correta e muitas outras coisas do tipo.

Você pode até conhecer muito bem o tópico abordado na questão, mas o autor pode ter inserido sutilmente um elemento no enunciado ou em uma ou mais alternativas de resposta de uma forma tão insidiosa que você não consegue perceber que aquele elemento na verdade é a chave para a resposta correta. Quando falo na “estrutura” da pegadinha, na verdade estou me referindo à maneira como esse elemento ou elementos foi ou forma colocados no texto de forma a induzir você a adotar uma linha de raciocínio incorreta.

Após estudar milhares de questões com pegadinhas cheguei à conclusão que existe um número limitado de formas de inserir esses elementos nas questões. Isso significa que o número de estruturas para a criação de pegadinhas também é limitado. O que é ótimo, pois isso nos dá a possibilidade de identificar cada estrutura e associá-la a um “tipo” de pegadinha.

Portanto, o segredo para identificar ou no mínimo desconfiar que há uma pegadinha na questão é saber reconhecer tais elementos. É isso o que ensina a Análise de Pegadinhas.

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