Porque a AP é Tão Diferente? - Pegadinhas de Concursos

Porque a Análise de Pegadinhas Pode Revolucionar os Seus Estudos:

Quase todos aqueles envolvidos com o universo da preparação para concursos, sejam candidatos, professores ou até mesmo jornalistas ou editores especializados da área surpreendem-se com a originalidade da ideia de transformar as pegadinhas em objeto científico de estudo.

Talvez a palavra “científico” pareça um pouco pretensiosa, mas foi exatamente o que tentei fazer quando comecei a observar os padrões repetidos nas estruturas das questões com pegadinhas: Aplicar o velho e bom método da classificação e sistematização ao meu novo “objeto de estudo”.

A vantagem da classificação, ainda mais quando os tipos classificados não são em número muito grande é permitir a generalização.

Ao reconhecermos uma determinada estrutura de montagem de pegadinha, nos libertamos do conteúdo, isto é, não precisamos ficar memorizando as armadilhas caso por caso, pois a forma como a pegadinha se apresenta acaba (com a prática das análises) se tornando familiar o que contribui para desenvolver nossa habilidade de reconhecer novas questões com pegadinhas onde quer que apareçam.

Além disso uma determinada estrutura de pegadinhas é completamente independente de qualquer disciplina. Nas palestras que apresento sobre o assunto, os primeiros exemplos de estrutura de pegadinhas que demonstro, são questões tradicionais de perguntas do tipo “O que é o que é?” ou exemplos de testes psicotécnicos.

Uma pergunta com uma pegadinha aparentemente tola, como “Qual era a cor do cavalo branco de Napoleão?” encerra uma grande riqueza de possibilidades para entendermos como as pessoas caem em pegadinhas. Por que será que a maior parte das pessoas sempre responde “branco” ao escutarem essa pergunta?

Simplesmente porque o nosso cérebro tem muito mais facilidade em imaginar coisas concretas do que abstratas. Diante da indagação, geralmente o que vem a nossa mente é um grande CAVALO BRANCO e não a COR BRANCA que é efetivamente o que está sendo perguntado.

Há portanto a indução de um processo psicológico que leva a pessoa-alvo da pegadinha a não perceber um pequeno detalhe [DET]. Sem essa percepção ela adotará uma Linha de Raciocínio Equivocado [LRE] e fatalmente responderá “branco” em vez de “branca” que é a resposta correta.

E qual o detalhe não percebido? Como dissemos é o fato da pergunta referir-se à cor e não ao cavalo.

==================================

Interdisciplinaridade

A principal diferença entre a Análise de Pegadinhas e as análises comuns é que estas baseiam-se principalmente no conteúdo da questão e por isso limitam-se a constatar a existência da pegadinha e por que trata-se de uma pegadinha.

Sem deixar de fazer isso, a nossa abordagem vai além e tenta explicar como foi estruturada a questão para que se tornasse uma pegadinha. (análise estrutural).

Para isso às vezes precisamos prestar atenção em determinadas expressões , principalmente advérbios, que tanto podem servir como “gatilhos” para maliciosamente sugerir a veracidade/falsidade de uma proposição como também, em um sentido mais positivo, indicarem a maior probabildade de uma afirmativa ser falsa (análise linguística).

Finalmente, a AP interessa-se também pelos processos psicológicos inconscientes que a armadilha na estrutura da questão tenta desencadear no candidato-alvo para induzí-lo a seguir o que chamamos de LRE ou Linha de Raciocínio Equivocada. Uma vez capturado pela lógica da LRE é quase certo que uma resposta errada venha a ser a escolhida. (análise psicológica).

Se você se interesssa em aprender esta técnica visite regulamente o nosso blog, baixe o nosso ebook e curta a nossa página “Pegadinhas de Concursos” no Facebook.

 Blog

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *